ESTUDO CONCEITUAL.

O objetivo de qualquer sistema de Saúde é: “curar sem causar dano”, portanto os conceitos que sustentam a Qualidade e a Segurança do Paciente, são os mesmos que para o Sistema de Saúde, mas enfatizando na qualidade de todos os parâmetros que mostraremos a seguir.

A Qualidade inclui o conceito de Segurança do Paciente e está baseada em três fatores, ou conceitos primários:

Modelo Conceitual de Segurança Hospitalar (Victor Basso)
Modelo Conceitual de Segurança Hospitalar

O real valor das pessoas (peopleware) numa instituição hospitalar, fica evidente no gráfico conceitual pois, atinge dois dos eixos conceituais:  cultura e habilidade profissional.

A fim de classificar os diferentes estilos, separamos os que estão focados em NÓS e os que estão focados em EU.

O focado em Nós atura melhor em ambientes democráticos e com transparência, onde exterioriza aportes positivos.

O focado em EU se acomoda em ambientes onde é dito tudo o que fazer, e espera autoridades fortes, que ele sempre respeita.

Matriz Comportamental
Matriz Comportamental – Victor Basso, 2013

Dependendo da característica do trabalho e da etapa de evolução do candidato e da função é que se deve que contratar pessoas de uma característica ou de outra.

O crítico reativo é uma pessoa útil para processos repetitivos, onde as possibilidades de crescimentos da função são pequenas. Nessa função hospitalar, será melhor contar com pessoas não muito extrovertidas, para que sua função de cumprir procedimentos seja o foco principal de sua atenção.

O crítico realista que trabalha bem em grupo, será o grupo de maiores contratações, pois se adapta bem a muitos tipos de função. Ele tem uma mente mais científica e prospecta soluções, não sendo um mero repetidor de normas estabelecidas.

Enquanto o tipo Inovador em grupo é muito adequado para funções com nível de supervisão, chefias, gerências, e outros que necessitam tomar decisões. Esta atitude é muito importante para produzir mudanças nos procedimentos da gestão.

O individualista puro deveria ser descartado como opção de contratação num meio como um hospital.

Para uma adequada seleção de pessoal, também deve considerar-se a curva de requerimentos do posto a preencher, ou função, e do candidato a contratar. Temos duas curvas A e B, bem diferentes, onde a capacidade terá que acompanhar o requerimento na linha de tempo.

Está claro que um perfil contratado para uma função de curva A, repetidor de processos, não será adequado para uma função que requer seguir uma curva B.

Evolução na Função - Victor Basso, 2013
Evolução na Função – Victor Basso, 2013

Podemos assim sintetizar que um profissional de saúde, não médico, de características ideais teria o seguinte perfil:

  • Está alerta e repete procedimentos com precisão e autodisciplina.
  • Sabe atuar e inovar ante circunstâncias fora do normal.
  • Tem resiliência nas crises.
  • Integra-se em equipes e faz aportes positivos.
  • Vive dentro do equilíbrio, pessoal e profissional, e corrige bem qualquer situação fora do equilíbrio para a ele voltar (homeostases).

A verdadeira função de um departamento de RH está em construir um grupo humano (peopleware) que se integre aos conceitos da estratégia do hospital e criar um clima de transparência e mudança melhorativa.

A qualidade da gestão hospitalar estará fortemente influenciada pelos talentos que o RH consiga desenvolver dentro da instituição.

Victor Basso